Autora amarantina apresentou primeiro romance

“A última viagem” é o título do primeiro romance editado pela escritora amarantina, Inês Pinheiro, que conta a corajosa história de uma jovem médica que se voluntariou no Bangladesh.

O Salão Nobre da Sede da União de Freguesias, numa iniciativa promovida pela Junta da União de Freguesias de Amarante(S.Gonçalo), Madalena, Cepelos e Gatão, encheu-se para assistir à apresentação em Amarante do romance de Inês Pinheiro.

Coube a Miguel Carvalho, diretor do Tâmega Jornal, fazer a apresentação do livro que classificou de “uma viajem simples, apaixonante e envolvente, numa leitura que nos agarra e faz viver cada momento que é descrito no livro”.

“O livro começa com falta de tempo que nos atrasam e nos fazem correr no imprevisto do tempo que nos parece fugir, mas que nos leva para onde é preciso, como a própria autora começa por referir na sua história: “Foi como se, subitamente, o tempo tivesse começado a correr a meu desfavor”.

“Esta é uma história de coragem, mas também uma história de amor, de liberdade, atrevimento, imprevistos, acasos, um romance que nos mostra um lado onde a humanidade é uma raridade”, comentou.

O presidente da Junta, Joaquim Pinheiro, referiu que é propósito daquela autarquia acolher e mostrar os valores da cultura e outras iniciativas emergentes em Amarante.

Por seu turno, a autora revelou que parte da história é baseada em factos verídicos de duas viagens que fez ao Bangladesh. “Os relatos que faço quando se chega ao Bangladesh, as crianças, o ambiente que se vive em Daca, são reais”, refere, mostrando o quanto ficou sensibilizada com a experiência que teve nas duas viagens que fez aquele país com necessidades extremas.

“Fiquei muito marcada pela pobreza, condições muito precárias, necessidades emergentes e inicialmente não fui capaz de o exprimir, até que senti necessidade de expor as debilidades daquele país e os notáveis esforços de voluntariado que ali são desenvolvidos”, referiu.

Inês Pinheiro, natural de Amarante, tem 35 anos.Iniciou o seu percurso profissional na área da saúde, como enfermeira.

O facto de gostar muito de línguas levou - a ao Bangladesh pela primeira vez, como tradutora. Regressou um ano mais tarde para integrar um projeto de voluntariado. Só agora, cerca de cinco anos depois, se sentiu capaz de escrever sobre tudo o que viu e viveu.

GALERIA